Abajur sem fio dourado aceso na mesa de cabeceira ao lado de um livro aberto - Vittara Decor

Abajur sem fio: quanto dura a bateria e quando vale a pena

Pergunte a um vendedor de abajur sem fio quanto dura a bateria e a resposta quase sempre é a mesma: "até 8 horas". O número está certo, mas costuma valer para o brilho mais baixo, e quase nenhuma ficha avisa isso.

Este guia traz a conta que falta: como transformar mAh e watts em horas, por que o nível de brilho muda a autonomia em até três vezes, quantas noites uma carga rende na prática e quando um abajur de tomada continua sendo a escolha mais sensata. No fim, mostramos o que cada ficha do nosso próprio catálogo declara e o que ela deixa de fora.

Quanto dura a bateria de um abajur sem fio?

Um abajur sem fio de mesa costuma durar de 8 a 12 horas por carga no brilho mais baixo e algo perto de um terço disso no brilho máximo, ou seja, de 2 h 40 a 4 horas. A diferença vem do consumo do LED: quanto mais luz, mais rápido a bateria esvazia. Por isso a autonomia útil depende do nível que você vai usar todo dia.

Nos modelos da coleção de abajures e luminárias de mesa, as fichas que declaram autonomia falam em "até 8 horas" ou "8 a 12 horas". Nenhuma diz em qual nível o teste foi feito, e essa é justamente a informação que separa uma noite inteira de luz de um abajur que apaga no meio do filme.

Por que o "até 8 horas" vale só para o brilho mais baixo?

Porque é o único nível em que o número fecha. A prova está no próprio catálogo: o kit de arandelas recarregáveis giratórias tem uma ficha que separa a autonomia por intensidade: declara até 4 horas no modo alto e até 12 horas no modo baixo. É uma diferença de três vezes na mesma bateria.

Quando a ficha traz um número só, ele é o maior possível, e o maior possível sai sempre do nível mais fraco. Não há má-fé nisso, é convenção de mercado. Mas quem compra um abajur para leitura e deixa no máximo vai ver a luz durar bem menos que o anunciado.

A conta que a ficha não faz: mAh, watts e horas

A autonomia sai de uma divisão simples: energia guardada na bateria dividida pelo consumo da lâmpada. A energia se mede em watt-hora (Wh). Se a bateria for de íon-lítio de 3,7 V, padrão nas luminárias recarregáveis pequenas, basta multiplicar os mAh por 3,7 e dividir por 1.000.

O abajur portátil de cúpula de cristal pregueado é o único do catálogo que declara potência: 3 W. A tabela mostra quanto ele duraria nesse consumo com baterias de tamanhos diferentes. São estimativas antes das perdas do circuito, que tiram um pouco de cada resultado.

Bateria Energia guardada Horas a 3 W
1.200 mAh 4,4 Wh cerca de 1 h 30
2.000 mAh 7,4 Wh cerca de 2 h 30
3.000 mAh 11,1 Wh cerca de 3 h 40
6.500 mAh 24 Wh cerca de 8 h

A última linha é a que interessa: para durar 8 horas gastando 3 W o tempo todo, uma luminária precisaria de cerca de 6.500 mAh, bateria do porte de um carregador portátil de celular. Como a base de um abajur de mesa raramente comporta isso, o "até 8 horas" de quase todo anúncio só fecha em um nível bem abaixo do máximo. A ficha do abajur de cristal, aliás, não declara a capacidade da bateria nem a autonomia, então a conta mostra o raciocínio, não a duração dele.

O que as fichas da Vittara declaram sobre bateria

Aplicamos o mesmo critério ao nosso catálogo. Das cinco luminárias de mesa sem fio que estão no ar, três declaram autonomia, duas não declaram, e nenhuma informa mAh nem tempo de recarga.

Modelo Autonomia declarada Recarga Níveis de luz
Abajur LED touch 3 níveis, 38 cm até 8 h Micro-USB, 5 V / 1 A 3 intensidades, 3000 K
Luminária de cabeceira, 34 cm até 8 h Micro-USB, 5 V / 1 A 3 intensidades, 3000 K
Luminária dourada com cúpula de cristal acrílico, 30 cm 8 a 12 h cabo USB incluso 3 intensidades
Abajur portátil de cristal pregueado não declara USB-C, 5 V / 0,6 A, 3 W 3000, 4000 e 6500 K
Luminária esfera facetada, 10 cm não declara USB-C luz quente e modo RGB

Na prática: se autonomia longa é o critério principal, a luminária dourada com cúpula de cristal acrílico é a que declara a faixa mais alta, de 8 a 12 horas. A esfera facetada de 10 cm funciona mais como ponto de luz decorativo do que como luz de leitura, e a ficha dela pede carga completa antes do primeiro uso.

Abajur sem fio de cristal pregueado nas três temperaturas de luz, quente, neutra e fria - Vittara Decor
O abajur portátil de cristal alterna entre 3000, 4000 e 6500 K, e é o único do catálogo que declara a potência, 3 W.

Quantas noites uma carga rende?

Divida as horas de autonomia pelas horas que a luz fica acesa por noite. Com 8 horas declaradas e uma hora de uso diário, são cerca de oito noites entre uma recarga e outra, desde que você use o nível mais baixo. No máximo, a conta muda bastante.

A tabela usa a proporção da ficha das arandelas (o modo alto dura um terço do baixo) para estimar o brilho máximo. É uma aproximação, mas mostra a ordem de grandeza.

Uso por noite 8 h, brilho baixo 8 h, brilho máximo (cerca de 2 h 40) 12 h, brilho baixo
30 minutos 16 noites 5 noites 24 noites
1 hora 8 noites 2 a 3 noites 12 noites
2 horas 4 noites 1 noite 6 noites
3 horas 2 a 3 noites menos de 1 noite 4 noites

Quem lê meia hora antes de dormir e deixa a luz no meio-termo vai recarregar mais ou menos uma vez por semana. Quem usa o abajur como luz principal do quarto por três horas, no máximo, vai recarregar todo dia, e aí a tomada começa a fazer mais sentido.

Quanto tempo leva para recarregar?

Nenhuma ficha do catálogo informa, e sem a capacidade da bateria não dá para calcular com precisão. O que as fichas dizem é a entrada: 5 V e 1 A nos dois modelos Micro-USB, ou seja, até 5 W de recarga. É a mesma faixa de um carregador comum de celular, que serve para recarregar sem problema.

Dois detalhes evitam surpresa no dia da entrega. O cabo vem na caixa em todos os cinco modelos, mas o adaptador de tomada não: as fichas do abajur touch de 3 níveis com cúpula branca e da luminária de cabeceira dizem isso com todas as letras. E o conector muda de um modelo para outro (Micro-USB nos dois de 3000 K, USB-C no de cristal e na esfera), então vale guardar o cabo original junto com a peça.

Abajur sem fio de cúpula branca carregando pelo cabo USB conectado à base cobre - Vittara Decor
A recarga entra pela lateral da base; o cabo vem na caixa, o adaptador de tomada não.

Abajur recarregável vale a pena?

Vale quando o problema é o lugar da tomada, não a quantidade de luz. Ele resolve bem o lado da cama sem ponto de energia, a mesa de jantar no centro da sala, o aparador do hall e a escrivaninha montada de forma provisória. Nesses casos a luz fica acesa por pouco tempo e a mobilidade compensa a recarga.

Deixa de valer quando a peça vira luz principal ou de leitura longa todos os dias. Aí um modelo de tomada entrega luz constante sem você precisar lembrar do cabo, como o abajur touch de espiral dourada, bivolt e com LED integrado de 6 a 10 W. Se a dúvida é a altura ou a quantidade de lúmens para a cabeceira, o guia de como escolher abajur para quarto resolve essa parte com tabela por altura de criado-mudo.

Luminária de mesa sem fio dourada com cúpula de cristal acrílico na mesa de jantar posta - Vittara Decor
Mesa de jantar longe da parede: o uso em que o abajur recarregável faz mais sentido, porque fica aceso por poucas horas.

Como escolher um abajur sem fio pela bateria

  1. Autonomia declarada: prefira a ficha que dá um número. "Bateria de longa duração" sem horas não permite comparar nada.
  2. Nível do teste: se a ficha separa as horas por intensidade, ótimo. Se traz um número só, assuma que é o do brilho mais baixo e divida por três para estimar o máximo.
  3. Níveis de brilho: três intensidades ajudam a esticar a carga, porque o nível médio costuma bastar para conversa e circulação.
  4. Conector: USB-C é o mesmo da maioria dos celulares atuais; Micro-USB pede o cabo próprio.
  5. Adaptador: confira se vem na caixa. Nos modelos de 3000 K do catálogo, não vem.
  6. Temperatura de cor: para cabeceira, 3000 K é a faixa quente indicada. O abajur de cristal permite trocar para 4000 K ou 6500 K quando a mesa vira bancada de trabalho.
  7. Uso previsto: as fichas que tratam do assunto indicam ambiente interno e seco, e nenhuma declara grau de proteção contra água (IP). Varanda aberta e área molhada ficam fora.

Os cinco modelos e as versões de tomada estão reunidos em abajures e luminárias de mesa, com a ficha de cada um aberta para comparar.

Perguntas frequentes sobre abajur sem fio

Abajur sem fio aguenta a noite toda acesa?

Só no brilho mais baixo e nos modelos que declaram 8 horas ou mais. Oito horas de autonomia cobrem uma noite com pouca folga. Se a ideia é dormir com uma luz suave acesa, escolha a peça que declara de 8 a 12 horas e comece cada noite com a bateria cheia.

Posso usar o carregador do celular?

Pode, desde que a saída seja USB de 5 V, que é o padrão dos carregadores de celular. As fichas da luminária de cabeceira em dourado ou preto e do abajur touch de 3 níveis citam também porta de notebook e carregador portátil como fontes de recarga.

A bateria perde autonomia com o tempo?

Toda bateria recarregável perde capacidade aos poucos com os ciclos de carga, e a autonomia de um abajur de dois anos tende a ser menor que a do novo. Nenhuma ficha do catálogo informa número de ciclos nem se a bateria pode ser trocada, então trate as horas declaradas como valor de peça nova.

Abajur sem fio serve para leitura?

Serve para leitura curta. Nenhuma das cinco fichas declara lúmens, e ler pede mais luz do que conversar, o que obriga a usar o nível alto e encurta a carga para poucas horas. Para leitura diária e longa, um abajur de tomada é mais previsível.

Antes de comprar, faça a conta com o seu uso real: horas por noite, nível de brilho e onde está a tomada mais próxima. Se a resposta for meia hora de luz suave longe da parede, o abajur recarregável resolve sem fio à vista. Se for leitura de três horas, compare com os modelos de tomada da coleção de abajures de mesa antes de decidir.

Voltar para o blog
Da leitura para a casa

Para colocar em prática